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quinta-feira, 18 de maio de 2017

JIO - ENTREVISTA COM LEANDRO MOURÃO.

LEANDRO MOURÃO CARNAVALESCO DO PARQUE CURICICA.

Leandro com Seu Irmão Vitor.

JIO : QUANDO QUE TU COMEÇOU A VER QUE QUERIA SER CARNAVALESCO ?

LEANDRO : Em 2010 quando eu já tinha quatro anos trabalhando com carnaval. E em 2011 tive minha primeira oportunidade profissional e assinei o carnaval da Unidos de Lucas e a agremiação felizmente foi campeã naquele mesmo ano.

JIO : QUAIS CARNAVALESCOS QUE TU BUSCA A INSPIRAÇÃO ? 

LEANDRO : Sou muito fã do Renato Lage e da Rosa Magalhães. Sempre busco inspiração nos carnavais feito por eles.

JIO : TU FEZ CARNAVAL  JUNTO COM SEU IRMÃO, CONTE PARA NÓS COMO É A PARCERIA?

LEANDRO : A parceria foi e é muito boa, pois pensamos muito parecido e por isso foi mais fácil de realizar nosso trabalho. Mesmo com todos os problemas financeiros que tivemos, posso dizer que foi uma experiência muito boa trabalhar com meu irmão.

JIO : A UNIÃO DO PARQUE  CURICICA FOI REBAIXADA ESSE ANO PARA A SERIE B DO CARNAVAL DO RIO DE JANEIRO, FALE PARA NÓS COMO FOI O TRABALHO NESSE ANO DIFÍCIL  DE CRISE E QUAIS AS DIFICULDADES?

LEANDRO : Foi realmente muito difícil, pois tivemos pouquíssimos recursos financeiros visto que a escola teve que quitar dívidas de carnavais anteriores e infelizmente isso afetou diretamente nosso projeto. Com a falta de verba a plástica ficou muito comprometida e acabou atrapalhando no desenvolvimento do enredo.

JIO : NOVIDADES PARA O PRÓXIMO ANO ?     
        
LEANDRO : Ainda não temos nada concreto. Estamos na fase de pesquisa e estudo de alguns enredos. Também estamos com projetos de carnaval em outros estados.

JIO : MUITO OBRIGADO PELA ENTREVISTA.UM OBRIGADO DE TODOS DO JIO, SUCESSO NAS NOVAS CAMINHADAS.


LEANDRO : Eu que agradeço a oportunidade, atenção e o carinho com nosso trabalho. Muito obrigado

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Atividades do Projeto Cisne do Amanhã terão início neste domingo dia 7. Confira os detalhes!



O Inicio das atividades será no dia 07 de Maio das 10:00 ás 15:00, local da atividades do ano de 2017, será no solo sagrado da campeão do carnaval paulistano Escola de Samba Acadêmicos do Tatuapé, tradicionalmente aos Domingos pela manhã.

Que está cedendo o espaço para a realização deste projeto independente, que não tem vínculo com a agremiação Acadêmicos do Tatuapé, ou qualquer outra agremiação. Lembrando que no 1º dia de aula é necessário fazer o pagamento da camiseta no valor de R$ 55,00. Já aproveitamos a oportunidade de agradecer ao Presidente Eduardo Santos, ao primeiro Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira da escola Jussara Souza e Diego Mestre-sala, em abrir as portas de sua casa para acolher o Projeto Cisne do Amanhã.

Agradecemos ao figurinista Gabriel Borba pela autorização em utilizar está maravilhosa arte, deste casal de Mestre Sala e Porta Bandeira que ira compor a nossa camiseta 2017.

Aproveitando um trecho do samba enredo que traduz o dia a dia de todos os casais de Mestre sala e Porta bandeira.

" MEU SAMBA HOJE VAI EXALTAR TAÍ O MENINO DA TERRA DO OURO... UM VENCEDOR LEVO A MENSAGEM... LIÇÃO PARA O MUNDO TOLERÂNCIA... PAZ E AMOR ..."

quarta-feira, 15 de março de 2017

Inscrições abertas para o projeto Cisne do Amanhã 2017!



O projeto Cisne do Amanhã, que visa a formação básica de Mestre Sala e Porta Bandeiras e a valorização dessa nobre arte, iniciou suas inscrições para o ano de 2017.

As inscrições estão sendo realizadas através do seu site oficial  www.cisnedoamanha.com.br e para se inscrever basta preencher a ficha de inscrição.

O início das atividades acontece no dia 7 de Maio das 10:00 às 15:00 e o local será a quadra da atual campeã do carnaval paulistano, a Acadêmicos do Tatuapé. As atividades acontecem tradicionalmente nos Domingos pela manhã.

O Cisne do Amanhã, que é um projeto independente e que não tem ligação com nenhuma escola de samba, agradece a Acadêmicos do Tatuapé por ceder esse espaço, além do Presidente Eduardo Santos, o primeiro Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira da escola Jussara Souza e Diego em abrir as portas de sua casa para a realização desse importante projeto.

Lembrando que no 1º dia de aula é necessário fazer o pagamento da camiseta no valor de R$ 55,00.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Coloninha e BiCampeã do Carnaval de Florianópolis 2017.

A Coloninha que levou o enredo " A Coloninha teve uma boa ideia, Salve todos os inventores e suas mentes brilhantes." Com isso a Escola fatura seu 9 Título no grupo especial.
Copa Lord ficou em 2 Lugar e Consulado ficou em 3.
Casal da Coloninha no Desfile.

Esse ano apenas o Grupo Especial desfilou, Grupo de Acesso não desfilou por conta da Crise.
Veja a Classificação Final:
1)COLONINHA - 269,3
2)COPA LORD - 268,7
3)CONSULADO - 268,5
4)PROTEGIDOS - 267,2
5)NAÇÃO GUARANI - 265,6
6)DASCUIA - 264,1

Reino Unido e Bicampeã do Carnaval de Manaus 2017.

A Escola Reino Unido   levou temática do meio ambiente para Sambódromo,e faturou seu 11 Título.
Agremiações Vitória Régia e Grande Família conquistaram 2º e 3º lugar.
Neste ano, nenhuma escola desce ou sobe de posição, segundo a Comissão Executiva Das Escolas De Samba De Manaus.

Carro da Reino Unido- Fonte G1
Veja Classificação Final:
1)Reino Unido=268,5
2)Vitoria Regia=266,9
3)Grande Família=266,8
4)Aparecida=266,7
5)Alvorada=265,8
6)Ciganos=265,6
7)Sem Compromisso=261,3
8)Vila Da Barra=263,9

Grupos de acesso
Houve empate entre as escolas do grupo de acesso "A". Por critério específico de desempate, a campeã foi a Primos da Ilha. A agremiação conseguiu 179,20 pontos, assim como a Beija Flor do Norte e Unidos da Cidade Nova, que conquistaram o 2º e 3º lugar, respectivamente.
Já no grupo "B" a campeã foi a Mocidade Independente do Coroado, com 179 pontos. A escola Leões do Barão Açu conseguiu 166,20 pontos e foi a campeã do grupo de acesso "C".

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Boa Vista é campeã do Carnaval de Vitoria 2017!!

Nessa Quarta Feira conhecemos a Campeã do grupo Especial e Acesso de Vitoria do Carnaval 2017, Desfiles foram realizados na última sexta e sábado,apuração aconteceu na Arena Vitória (Ginásio Álvares Cabral).
No Grupo Especial a Boa Vista  levou o quarto título do Especial com  o Enredo " Sob a luz do luar, guiado pelas estrelas ... Boa Vista em alma cigana. Optchá! " Assinado pelo Carnavalesco Petterson Alves.Em 2º lugar ficou a MUG e em 3º lugar a Unidos da Piedade,  e a Pega no Samba  com a última colocação foi Rebaixada para o Grupo de Acesso em 2018.
Carro da Boa Vista
Veja a Classificação Final:
1)Boa Vista = 179,7
2)Mocidade Unida da Gloria =179
3)Unidos da Piedade =178,7
4)Novo Império =175,6
5)Jucutuquara = 175,3
6)Pega no Samba=171,1


No Grupo de Acesso  a Campeã que garante vaga no especial do ano que vem  foi a Andarai com
Enredo : "Com uma paleta de cores vibrantes, Andaraí pinta o seu Carnaval"Assinado pelo Carnavalesco: Sandro Oliveira Gomes.

Carro da Andarai- Fonte Folha de Vitória.
Veja a Classificação Final.
1      Andaraí 176.2
2 Imperatriz do Forte 175.8
3 Tradição Serrana 175.2
4 Chegou o Que Faltava 174.4
5 Barreiros 173.6
6 Independentes de São Torquato 173.0
7 Chega Mais 173.0
8 Rosas de Ouro 141.7

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

X-9 é campeã do Carnaval de Santos 2017!!

Confira o resultado da apuração realizado Hoje no Theatro Guarany, localizado na Praça dos Andradas, que consagrou a X-9 como Campeã,Esse foi 19 Título da escola no grupo especial.
Alegoria da X-9-Fonte SRZD
A X-9 com enredo O grito heroico de um povo”, assinado pelo carnavalesco Igor Carneiro, Foi a campeã.
Vila Mathias, ficou em 2 lugar, e Unidos do Morros ficou na 3 Colocação.
Confira o resultado final do Grupo Especial, Acesso e Grupo 1:

Grupo Especial

Campeã: X-9 179,9 pontos
Vice: Vila Mathias 179,9 pontos
3ª: Unidos dos Morros 179,7 pontos
4ª: Mocidade Amazonense  179, 3 pontos
5ª: Brasil 179 pontos
6ª: Sangue Jovem 178,9 pontos
7ª: União Imperial 178,7 pontos
8ª: Padre Paulo 169,9 pontos

Grupo de Acesso

Campeã: Real Mocidade 179,5 pontos
Vice: Mocidade Dependente do Samba – 179 pontos
3ª: Bandeirantes do Saboó – 178,9 pontos
4ª: Unidos da Zona Noroeste – 178,9 pontos

Grupo 1

Campeã: Mãos Entrelaçadas  179,7 pontos
Vice: Dragões do castelo – 178,5 pontos
3ª: Império da Vila – 178,4 pontos
4ª: Imperatriz Alvinegra – 177,6 pontos
5ª: Unidos da Baixada – 138,6 pontos

domingo, 19 de fevereiro de 2017

ANÁLISE DOS ENREDOS 2017 – IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE

Escrito por Carlos Eduardo Dantas.

“XINGU, O CLAMOR QUE VEM DA FLORESTA”



A GRESIL do bom carnavalesco Cahe Rodrigues trás mais uma vez um enredo indígena para avenida. E não há nada de novo. Matança de índio, desmatamento da floresta, expedições do “homem branco”, rouco de terras. Tudo que já passou tantas vezes que fica quase impossível lembrar todas. Esperava ao menos um algo a mais, mas infelizmente não existe.

"O índio estacionou no tempo e no espaço. O mesmo arco que faz hoje, seus antepassados faziam há mil anos. Se pararam nesse sentido, evoluíram quanto ao comportamento do homem dentro da sociedade. O índio em sua comunidade tem um lugar estável e tranquilo. É totalmente livre, sem precisar dar satisfações de seus atos a quem quer que seja. Toda a estabilidade social, toda a coesão, está assentada num mundo mítico. Que diferença enorme entre as duas humanidades! Uma tranquila, onde o homem é dono de todos os seus atos. Outra, uma sociedade em convulsão, onde é preciso um aparato, um sistema repressivo para poder manter a ordem e a paz". 
(Orlando Villas-Bôas, sertanista
            A sinopse começa com um texto de talvez o maior sertanista do Brasil, Orlando Villas-Bôas, que descreve um pouco do comportamento indígena, onde mora e etc. O texto já mostra o qual enfadonho será o enredo que virá pela frente. “Senta que lá vem a história”.
Introdução

– Hoje, não vamos falar apenas de lendas, nem alimentar mistérios que dependem de nossa imaginação. Você cresceu, guerreiro menino, não é mais um curumim. Teve coragem para enfrentar as tucandeiras, traz no rosto as marcas do gavião e já consegue enxergar além das curvas do caminho. Hoje, vamos falar da verdade. É preciso entender o passado para saber o que nos aguardar no futuro. 
Quando seus pés tocarem o chão, pise com a certeza de quem ninguém ama tanto esta terra como a nossa gente. Somos o povo da floresta. Os espíritos de nossos ancestrais dormem nos troncos das árvores. O amanhã resiste em cada semente carregada pela força do destino, conduzida pelos pássaros que enfeitam nossos cocares, orientam nossas flechas e repovoam essa gigantesca floresta. Nós somos a floresta e deixaremos que o vento leve este canto aos homens de boa vontade. Eles precisam nos ouvir. 
Sim, guerreiro menino, porque quando não existir mais floresta, nossa gente será apenas lembrança e o que eles chamam de país, já não terá nenhuma esperança…
            A introdução do enredo te deixa com uma esperança: “Não viemos falar apenas de lendas...” PERCA TOTALMENTE AS SUAS ESPERANÇAS. Repito, não há nada de novo. Aqui percebemos que é mais um enredo narrado em primeira pessoa. Um índio falando com outro índio. Até ai tudo bem, mão fosse o fato do enredo ter forte influencia dos livros de Orlando. Oras... Confuso, não?
CELEBRAÇÃO TRIBAL

– Nossos irmãos vêm de canoa, dos lugares mais distantes da floresta. Fazem uma roda no centro da aldeia. Corpos pintados, iluminados pela lua cheia. É noite de festa.  Vamos dançar ao redor da fogueira. Mavutsinim, o Criador, nos chamou para celebrar a paz e o amor. Tambores, flautas e maracás tocarão a noite inteira. E quando o dia clarear, nossa alma despertará: formosa, cabocla, guerreira… Verdadeiramente brasileira!
Devemos encarar a vida com simplicidade. A terra aquecida pelo Sol é a mesma que a Lua protege com o véu da noite, guardando as surpresas para o novo dia. Sonhos existem, mas o destino somos nós que traçamos: colhemos o que plantamos. A morte faz parte da vida. Ela é o resultado de nossas experiências. É a colheita de nossa existência. Ao guardar os espíritos de nossos antepassados em troncos sagrados, criamos uma ponte para a eternidade, No Kuarup, o que era mito, vira realidade. Celebramos essa derradeira viagem com muita alegria, festejando a certeza de que raros são os que partem com tamanha serenidade – servindo de exemplo para os seus e a comunidade. Cantamos e dançamos, orgulhosos do nosso jeito de fazer parte da Humanidade.
            Se não bastasse todo o clichê, a sinopse é dividida por títulos que descreve a história que virá. Como se precisasse... Começamos com algo “que nunca foi visto na história dessa país” um Ritual Indígena. Temos a descrição do ato e quase é possível sentir a magia, Ponto pra Cahê que consegue transmitir isso através de um texto. Algo de bom pode sair desse começo. A Gresil tem tudo para fazer uma grande CF, muito melhor que os medonhos “Power Rangers” do último ano (Saudades Fábio de Melo).
O PARAÍSO ERA AQUI

– Amamos esta terra muito antes de ela se chamar Brasil. Desde o tempo em que não havia fronteiras. Era céu e chão, até onde os olhos pudessem alcançar, percorrendo serras, florestas, rios, cachoeiras… Sobre o ventre da Natureza, Tupã estendia o seu manto. Como por um encanto, do lago surgia um pássaro sagrado, protegendo a nação Kamayurá, fazendo a vida brotar… intensa, pujante, vibrante, com uma infinidade de cores. Nuvens de borboletas enfeitavam as flores. Pirarucus, tambaquis e tucunarés povoavam os igarapés. Aranhas tecelãs bordavam suas teias, pirilampos faiscavam na aldeia. Do alto dos buritis, ecoava uma sinfonia. Cigarra cantava, acompanhando um coral de aves. O som grave dos bugios e o esturro da suçuarana alertavam para um risco permanente à nossa frente. Quem vem lá? Kayapó ou Kalapalo? Tatu ou tamanduá? Assim era a nossa floresta, casa de nossa gente. Não foi por acaso que, quando o caraíba aqui chegou, imaginou estar no Paraíso – um Jardim Sagrado, de onde o próprio Deus dele o expulsou.
            O Índio descreve sua terra. Puxa na memória fatos de sua gente. Deixa explicito que são os donos da terra antes mesmo dela ganhar um nome. Existe uma bela descrição da terra, o que poderá render uma boa estética. Mas aqui me surge uma dúvida... Conceitualmente falando, não seria mais coerente conhecer primeiro a terra e ai sim os rituais? Talvez não seja nada demais, mas isso me deixou incomodado. Uma lenda sobre um pássaro, sobre aranhas, sobre a terra... Esse trecho termina com uma boa citação a chegada dos portugueses e suas culturas.
O “ABRAÇO” DA SUCURI

– Se perderam o seu Paraíso, os caraíbas partiram para conquistar o nosso, pequeno  guerreiro – talvez, por vingança de Anhangá, o feiticeiro. Impulsionadas pelos ventos da cobiça, as naus aportaram em nossas praias, trazendo ensinamentos que os invasores nunca ousaram praticar. Nada mais seria como antes. Em vez de nos tratar como semelhantes, nos chamaram de selvagens e tentaram nos escravizar. Vinham do Velho Mundo e representavam a civilização. Chegaram arrogantes, se apoderando de nossas terras e riquezas. Levaram ouro, prata e diamantes, e uma madeira que tingia com sangue, lembranças de tantas belezas. Em troca, traziam espelhos, doenças e destruição. Sua missão era usar a cruz de um Deus que morava no céu, fincando marcos aqui e ali; usando palavras sagradas, deixaram nossa gente esmagada, como no abraço lento e mortal da sucuri.
            Um doce pra quem acertar quantas vezes essa cena já foi escrita, descrita e mostrada. Chegam os portugueses com sua cobiça, mudam toda uma gente, e etc... É tanto clichê que não dá nem pra se alongar. Não tem nem o que explicar. A proposto, mais uma lenda é citada.
BELOS MONSTROS

– Caraíba não mede consequências. Acredita na sua ciência, buscando o que chama de progresso. Derruba floresta, espalha veneno e acha o mundo pequeno para semear tanta arrogância. Invade nossas terras, liga a motosserra e no lugar dos troncos sagrados, planta ganância. Caraíba precisa de mais energia para alimentar os seus interesses. Cria verdadeiros monstros. Belos monstros… usinas que devoram rios, matam peixes, secam nascentes, inundam tabas e arrastam na lama o futuro de nossa gente. Não podemos deixar, guerreiro menino, que afoguem o nosso destino. Nossa casa é aqui! E não devemos nos curvar. Precisamos honrar cada dente do colar, cada palavra do irmão Raoni!
            Talvez a única coisa atual do enredo é citada aqui, mas até isso foi posto em forma de clichê. A polêmica Usina de Belo Monte é veladamente criticada nesse setor. Setor este que despertou a critica de outro setor... O do agronegócio que se doeu e já fez severas críticas ao enredo. Fico curioso para saber como isso será mostrado no desfile.
CACIQUES BRANCOS

– Também é justo lembrar de caraíbas que foram amigos. Eles se embrenharam pelo sertão para fazer do Brasil uma grande nação, criando picadas, abrindo estradas e campos de pouso para a aviação. Foram os primeiros a escrever nessas terras a palavra integração. Eles ficaram encantados com o nosso jeito de ser. Não conseguiam entender que para respeitar e ser respeitado, nenhum de nós precisa vigiar ou ser vigiado. Responsabilidade sempre foi um princípio honrado com a família e a comunidade. Fizemos um kuarup para saudar esses caciques brancos em nossos rituais. Eu ainda era rapaz, pequeno guerreiro, quando os vi no Roncador. Acompanhei suas expedições. Vinham em batelões, trazendo respeito e amor. Ficarão para sempre em nossos corações, protegidos por Tupã. Louvados sejam os irmãos Villas Boas, que nos ajudaram a encontrar a passagem para o Amanhã!
            Aqui a homenagem aos irmãos Villas Boas, cuja obra dá uma boa base ao enredo. Nesse setor deve passar um pouco de suas vidas e interação com os indígenas. Iremos conhecer um pouco de seu belo trabalho e legado.
O CLAMOR DA FLORESTA

– As nações xinguanas se reúnem para celebrar o orgulho de ser índio e pedem licença para falar: Enquanto o caraíba não recuperar o seu equilíbrio, a Natureza agonizará. E sem ela, sem a proteção da Mãe de todos nós, estaremos ameaçados – seja na terra dos civilizados, ou nos confins dos povos isolados. Já é tempo de o caraíba cultivar a humildade e aprender com o índio o que chama de sustentabilidade. Precisa esquecer os lucros, o progresso, o consumo e o desenvolvimento; zelar pelos sentimentos e os compromissos com a Humanidade, retirando da Natureza apenas o que basta para o seu sustento.
Jovem guerreiro, voe nas asas do vento e espalhe estas palavras de Norte a Sul. Os povos não-índios precisam entender que é chegado o momento de ouvir o clamor do Xingu!
            E não poderia terminar de outra forma se não com o “clamor” e o pedido de socorro. Espero uma boa estética da escola de Ramos, porque acredito que o enredo será algo potencialmente devastador, com o perdão do trocadilho. Não teve nem muito o que dizer... Tá tudo ai.
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

ANÁLISE DOS ENREDOS 2017 – GRANDE RIO

Escrito por Carlos Eduardo Dantas.

“IVETE DO RIO AO RIO”



             O enredo da Grande Rio trás ao carnaval uma de suas figuras mais ilustres, não só no cenário do carnaval baiano, mas da música brasileira, Ivete Sangalo. A escola aposta na homenagem a carismática cantora para encantar público e jurados e levar o tão sonhado caneco para Caxias. O enredo do carnavalesco Fábio Ricardo é dividido por blocos. Vamos analisá-los.

Meu nome é Ivete Sangalo, e em 2016 tive a honra de ser escolhida para enredo da Acadêmicos do Grande Rio, E é para vocês que eu conto a minha história, feita de amor e muita paixão…

Eu nasci em Juazeiro na minha amada Bahia, e guardo na memória o chão rachado da caatinga, a poeira das estradas, o imenso Rio São Francisco,cheio de carrancas coloridas protetoras de seus pescadores. Desde pequena ouvi contarem da lenda da Serpente dos Olhos de Fogo que dizia:

(….)Havia uma bela menina, que foi se admirar no espelho d’agua do rio e surpresa com sua beleza, esqueceu da hora da avemaria, e por isso foi transformada numa enorme serpente que mergulhou e foi se esconder na Ilha do Fogo.

Esta serpente assusta pescadores, navegantes e lavadeiras, mas Nossa Senhora das Grotas amarrou a serpente em seu ninho com três fios de seus cabelos. Dois fios já se partiram criando inundações terríveis, e se o ultimo fio romper inundará de vez a região de Juazeiro e Petrolina.

Em meus sonhos, nossa Senhora colocou este ultimo fio em minha mão para dominar a serpente e o mundo com meu canto e minha energia! O povo deste lugar reza muito em romarias, enfeita as barcas com carrancas para proteger pescadores e navegantes, e segurando este fio eu e a Grande Rio contamos uma bela historia, de festas, carnavais e das minhas muitas viagens pelo mundo.


             Ivete já se apresenta como enredo e diz que contará sua história, isso nos mostra que a sinopse foi escrita em primeira pessoa (no caso a homenageada) e eu gostei dessa vertente. Ela conta onde nasceu, descreve sua terra e conta a história de uma lenda da região, e em seu “delírio” Fábio coloca Ivete como a grande heroína da história. O que eu vejo aqui é uma tentativa de uma homenagem sem aquela coisa padronizada. Biográfica. Alternar uma lenda regional com a homenageada logo no primeiro setor é potencialmente perigoso, pois o público pode não entender, e a grande explosão que se espera pode esfriar.

Lembro-me de meus pais como um casal apaixonado, ele caixeiro viajante, de origem espanhola, trazendo da Espanha belos violões cheios de fitas. Minha mãe era pernambucana, dona de uma voz afinada, do gingado do frevo e da paixão pela vida. Reuniam os filhos e amigos para saraus musicais e nas festas de São João dancei quadrilha…e nos carnavais pulei Na folia de clubes e blocos de caretas. Juazeiro me fez sertaneja de coração, e essa infância musical e festeira, junto com o amor de meus pais, guardo ate hoje na memória.

             Uma referência aos pais e sua origem musical. O carnavalesco aproveita o gancho para falar sobre as festas tradicionais da Bahia, como São João e o Carnaval. Uma forma de misturar a cultura da terra com a homenageada.

Guardei na memória o chão seco de Juazeiro, mas também as estrelas do céu azul que me acompanharam ate Salvador, para onde me mudei para poder concluir meus estudos.

Lembro bem do trio elétrico de Moraes Moreira, escutando “Pombo Correio” ao som daquela guitarra estridente…E fiquei sabendo que a Fobica de Dodô e Osmar já arrastavam o povo fazia tempo!Com o tempo me deixei levar pelo mar de ritmos, batuques dos blocos, bandas e trios elétricos, pois Salvador era um universo mágico, um caleidoscópio musical!

As ruas de Salvador, na folia, tinham de tudo, a tradição dos blocos de índios, como o “Apaches do Tororó”.Os blocos afros de raízes africanas como o Ile Aye e o Olodum, e o Afoxé Filhos de Gandhy com sua mensagem de paz. A cidade se vestia de cores e ar se enchia com o som dos tambores, os mistérios dos orixás embalando os foliões,assim era a Bahia de Todos os Santos…

Aquela cidade de lindas praias e ladeiras inclinadas, de gente tão bonita, me seduziu. E a majestosa Igreja do Senhor do Bonfim, a capoeira, o samba de roda, as baianas de acarajés, tantas belezas amarradinhas nas fitas do Bonfim…Mergulhei inteira na folia baiana!


             Ivete e carnavalesco chegam a Salvador, local onde a homenageada explodiu para o mundo. Ela nos conta do seu primeiro contato com os tão famosos trio elétricos e sua agitação. Nos conta mais do carnaval da Bahia, faz uma homenagem aos mais famosos blocos, bem como aos cantores pioneiros dessa cultura. Também temos uma citação a religião de Ivete e outras coisas tradicionais da capital. Esse setor reúne uma grande homenagem a Salvador.

Precisando ganhar dinheiro e ajudar a família, fui cantar com meu violão em barzinhos, no momento em que surgia o fenômeno do axé-music. Todos cantavam “Fricote”, conhecida como “Nega do Cabelo Duro” – de Luiz Caldas e também a musica “Faraó” com Margareth Menezes, que levou o Olodum ao sucesso nacional falando das raízes negras e egípcias.

E o axé music tornou-se sucesso nacional com “Canto da Cidade”e sua rainha Daniela Mercury. Foi neste furacão musical que encarei na Micareta do Morro do Chapéu, no meu primeiro trio elétrico!

Então fui convidada para ser cantora da Banda Eva no carnaval de Salvador mergulhando no mar de sonoridades e ritmos que já conhecia, e encontrei a Timbalada, me embalando ao som daqueles tambores e timbaus melodiosos…O axé music com o som das guitarras elétricas, berimbaus, agogôs e tambores já ecoava por todo Brasil!

E decolamos com sucessos que ate hoje estão ai na memória nacional e que revelam um lado bem romântico, mas também a energia que levava nosso trio elétrico pelas ruas de Salvador… “Alo Paixão”,“Flores”, “Beleza Rara” e “Carro Velho”. A nave da pequena Eva cruzou os céus do Brasil levando o ritmo do axé music além do infinito, consolidando-se como um gênero musical poderoso. Na virada do milênio mais uma vez o destino me desafiava, da astronave reluzente pulei para pilotar minha carreira solo!

             Ivete nos conta que seu começo na música foi como grande parte dos artistas, no famoso barzinho. Nos conta de seu contato com o Axé, estilo que a consagrou para o mundo. Nesse setor vem a grande homenagem a esse estilo musical. Temos citações aos seus maiores cantores, bem como seu inicio na banda que a alavancou ao sucesso. Temos também referências a inúmeras músicas muito conhecidas por nós. Será o setor de maior afinidade com o público.

Foi numa quarta-feira de cinzas que me desliguei da Banda Eva, em 1999, colecionando sucessos como“Canibal”e comecei a ampliar meu repertorio. O suingue da minha voz permitia me movimentar por vários gêneros, contando com parceiros musicais que ate hoje são grandes amigos e companheiros de estrada!Em 2002 a musica “Festa”seria um de meus maiores sucessos, e “misturando o mundo inteiro”, trazendo o povo do gueto, tornei-me uma estrela nacional. Iniciando mais um tempo de alegria, comemorei meus dez anos de carreira cantando Chica Chica Bom Chic, relembrando a eterna Carmem Miranda.

E para divulgar nossa cultura participei de grandes shows internacionais,reunindo multidões,eu me revelei em novos papéis, ampliei meus horizontes atuando em filmes, novelas e apresentando programas de televisão, sem abandonar meu universo musical. E a Mãe Preta trouxe uma energia muito forte, das mães baianas e da própria maternidade.


             Ivete começa sua carreira solo, e o carnavalesco faz uma explícita referencia a data “Onde tudo se acaba”. Ivete nos conta que deixa de ser cantora de axé para ser cantora de música brasileira, internacional, e de qualquer outro estilo. Temos referencias a sua música de maior sucesso, bem como as suas famosas e bem sucedidas parcerias. É provável que convidados desfilem nesse setor. Aqui também é contado o inicio de sua carreira musical. Será que haverá uma menção a sua famosa apresentação no Madison Square Garden?

Já são mais de 20 anos de estrada… Foi então que a Acadêmicos do Grande Rio me chamou!

Reencontrei o Rio de Janeiro e suas belezas naturais e seguindo para a baixada fluminense, encontrei o forró da feira de nordestinos na multicolorida feira de Caxias! Fiquei extasiada e reencontrei muitos ritmos nesta cidade, o funk, o samba e o pagode, e Caxias se tornou a minha real fantasia!

E juntos levaremos para a avenida os segredos do Berimbau Metalizado, puro carnaval baiano com uma batida heavy metal. Seduzida pelo calor desse povo cantei “Muito Obrigado Axé”saudando em terras cariocas os orixás de minha Bahia tão amada!

Encontrando o ultimo trio elétrico encantado, senti que a Sorte Grande havia chegado!

O amor que sinto pela musica e que nunca me deixou, é o amor de meus fãs, meus querubins e foliões pipocas, que se misturam a esta multidão alucinada nas arquibancadas, celebrando a união feliz de dois universos musicais –com o gingado do malandro carioca e o ritmo sensual baiano – sob os olhos da serpente que se transformou no símbolo do infinito, inundando a avenida e levantando a poeira de estrelas!

Tudo isso é…
Ivete de rio a Rio!


             Ivete chega ao Rio de Janeiro e o carnavalesco faz a mistura de culturas. Ivete nos conta um pouco do que achou em Caxias. Nos fala dos estios musicais mais famosos no RJ . Chega a Sapucaí e promete uma grande festa. Mais uma vez temos menção a sua religiosidade, e no final, retornamos ao começo, com mais uma menção a serpente e da Ivete que um dia venceu a batalha no rio de Juazeiro e está disposta a vencer uma outra no Rio de Janeiro.


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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Carnaval de Vitoria 2017:Informações,Fichas,Sambas,Ordem de desfile.

Na sexta desfila o grupo de acesso com 8 escolas
Confira os sambas do grupo do acesso : Clicando AQUI
Confira a ordem de desfile:

No sábado e a vez do grupo especial.
Veja Aqui a Ficha Técnica de Todas as Escolas do Grupo Especial.
Confira a ordem de desfile.
Confira os sambas de enredos clicando AQUI
Confira algumas informações extra de algumas  escolas.

Unidos de Jucutuquara.
Cores: Verde, Vermelho e Branco
Presidente: Guilherme Monteiro
Diretor de Carnaval: João Felipe
Comissão de Harmonia: Andrea Monteiro, André Monteiro e Rita Nunes
Carnavalesco: Osvaldo Garcia
Enredo: " Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". Releitura do Carnaval de 1991
Samba Enredo: Francisco Velasco
Intérprete: Kleber Simpatia
Mestre de Bateria: Mestre Serginho
Rainha de Bateria: Lorena Bragatto
Coreógrafo de Comissão de Frente: Jorge Maycon
1º Casal de MS e PB : Gessya e Julyander
2º Casal de MS e PB: Tais e Max
Alegorias: 3 carros sendo o Abre Alas acoplado
Alas: 21

Componentes: 1800
Entrevista com Jorge Maycon, Coreografo da CDF


Mocidade Unida da Gloria

Veja tudo AQUI tudo sobre a MUG.

Pega no Samba 
intérprete Danilo Cesar
Mestre sala e Porta Bandeira : Gedilson e Taína
Diretor de harmonia Wesley Denaday
Segundo casal Kamily e Julio
Rainha de bateria Jordana Catarina
Carros = 4
Alas = 20
Unidos da Piedade
Entrevista com Paulo Balbino Coreografo da CDF 





quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

ANÁLISE DOS ENREDOS 2017 – PARAÍSO DO TUIUTÍ

“CARNAVALEIDOSCÓPIO TROPIFÁGICO”

Escrito por Carlos Eduardo Dantas.



“Quando o português chegou
Debaixo duma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido
O português”
Erro de português – Oswald de Andrade

Antes mesmo de a sinopse começar, somos apresentados a uma das obras mais famosas de Oswald de Andrade, o poema “Erros de português”. Jack já nos dá as Boas Vindas do que será seu enredo, quando nos mostra um dos mais, se não o mais influente modernista do Brasil logo de cara.

Um poeta desfolha a bandeira e a manhã tropical se inicia… Quando Pero Vaz Caminha descobriu que as terras brasileiras eram férteis e verdejantes, escreveu uma carta ao rei: “tudo que nela se planta, tudo cresce e floresce”. Antes dos portugueses descobrirem o Brasil, o Brasil tinha descoberto a felicidade. Aqui, o Terceiro Mundo pede a bênção e vai dormir entre cascatas, palmeiras, araçás e bananeiras. Alegria e preguiça. Pindorama, país do futuro.

            Uma explosão de “tropicalidade” dá início à sinopse, cheio dos maiores clichês que ouvimos quando falamos do “Brasil Tropical”. Essa passagem remete claramente ao movimento antropofagista dos anos 20. Começa a mistura dos movimentos modernistas. Aqui vale ressaltar que toda a sinopse é escrita em forma de manifesto. Manifesto esse criado pelo Oswald lá de cima.

Mas nunca admitimos o nascimento da lógica entre nós. Contra as sublimações antagônicas trazidas nas caravelas, contra todas as catequeses, povos cultos e cristianizados:
 – Eu, brasileiro, confesso minha culpa, meu pecado. Minha fome.

Revolução Caraíba, maior que a Revolução Francesa e o bonselvage nas óperas de Alencar, cheio de bons sentimentos portugueses. Só a Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.

Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago. Única lei do mundo. Sou Abaporu faminto. Tupi, or not tupi? Thatisthequestion. #somostodosmacunaíma.
Contra o aculturamento. Contra os bons modos. Contracultura. Por uma questão de ordem. Por uma questão de desordem. 
           
Aqui fica claro o grande “salseiro” que em que se tornou o Brasil e que é justamente um dos aspectos que a escola quer mostrar (Milton Cunha manda lembranças), Aqui vemos a mistura entre credos, raças, culturas. Notamos citações aos trechos do Poema de Oswald, o mesmo que começa o texto, percebemos também uma forte identificação com o patriotismo. Citações ao descobrimento do Brasil e ao clássico Macunaíma marcam esse trecho. É também importante perceber as citações em inglês, e elas não estão ai a toa. Muito do movimento foi baseado em estilos estrangeiros.

Não anuncio cantos de paz, nem me interessam as flores do estilo. Tropical melancolia de uma terra em transe onde reina o rei da vela. A burguesia exige definições. Oh! Good business! 
No coração balança um samba de tamborim. Em Mangueira é onde o samba é mais puro e os parangolés incorporam a revolta. Eu me sinto melhor colorido. Quem não dança não fala. Faz do morro marginal Tropicália. Viva a mulata, ta, ta, ta, ta.

Eu organizo o movimento com água azul de Amaralina, coqueiro, brisa e fala nordestina. Solto os panos sobre os mastros no ar. Aventura em busca do som universal. Os olhos cheios de cores. Pego um jato, viajo, arrebento. Com o roteiro do sexto sentido. Viva a Bahia, ia, ia, ia, ia.
Pela experimentação globalizada. Pela devoração psicodélica do rock’n’roll, da musica elétrica, das conquistas espaciais, da cultura de massa. Pelo encontro dos extremos. Pela união da precariedade com o moderno, do folclore com a ciência, do cafona com a vanguarda, do popular com o erudito. 

            Agora a sinopse entra de fato na Tropicália. Percebemos de forma muito explicita diversas referências a músicas, obras de arte, programas, etc. Todavia tudo muito misturado. Seria proposital? Seria a forma de apresentação da escola?  Ao ler a sinopse eu tive fortes lembranças dos enredos da Caprichosos, especialmente os do Luis Fernando Reis. Também percebo um grande “quê” de São Clemente na “Era Miltoncunhana”. Será o claro deboche misturado com crítica social?

São, São Paulo meu amor. Foi quando topei com você que tudo virou confusão. Dando vivas ao bom humor num atentado contra o pudor. Hospitaleira amizade. Brutalidade jardim. Ironia crítica do deboche sentimental. Porém, com todo defeito te carrego no meu peito. O avanço industrial vem trazer nossa redenção.

Eu preciso cantar. Em cantar na televisão. Eu nasci pra ser o superbacana com a capa do Rei do Mau Gosto. A elegância de um dromedário. 

Você precisa saber de mim. Coma-me! Por entre fotos e nomes, jornais e revistas, nas paradas de sucesso. Por telas, formas e grafismos do folclore urbano. Coma-me!

            A Semana de Arte moderna, que é o ponto alto do movimento é evidenciado nessa parte. Em São Paulo o movimento se expôs para o mundo e diversas canções foram criadas para terra da garoa. Mostra-se a selvageria do movimento urbano. Mais uma vez vemos o contraste entre duas culturas. Aqui chegamos a certeza da brilhante sinopse do Jack.

Minha terra tem palmeiras onde sopra o vento forte. Vivemos na melhor cidade da América do Sul. Soyloco por ti, América, soy loco por ti de amores. Tengo como colores la espuma blanca de Latinoamérica. Esse povo, dizei-me, arde!

E no jardim os urubus passeiam a tarde inteira entre os girassóis. Eles põem os olhos grandes sobre mim. Aqui, meu pânico e glória. Aqui, meu laço e cadeia.Mamãe, mamãe, não chore. A vida é assim mesmo. Eu quis cantar minha canção iluminada de sol.

            Mais uma vez uma mistura de culturas, Ainda percebemos referências a São Paulo, mas desta vez cheia de latinidade. Jack ratifica que somos latinos SIM. Mistura-se o Espanhol com o Português (Somos o único país na América do Sul a falá-lo). Somos todos de uma só gente.

Você fica, eu vou. Quem ficar, vigia.Todo o povo brasileiro, aquele abraço! Meu caminho pelo mundo eu mesmo traço enquanto meus olhos saem procurando por discos voadores no céu.
Caminhando contra o vento vou sonhando até explodir colorido.
A alegria é a prova dos nove. No matriarcado de Pindorama. Nunca fomos catequizados. Fizemos foi o Carnaval. Não seremos belos, recatados e do lar.
Eu oriento o carnaval. Eu vim para confundir e não para explicar. Buzino a moça, comando a massa, dou as ordens no terreiro. Minha Tropicália Maravilha faz todo o universo sambar. Todo mês de fevereiro, aquele passo… 
Viva a banda, da, da
Carmen Miranda, da, da, da, da…
Eu vou pelo mundo em milhazes de cores. Eu vou! Porque não? Porque não? Porque não?

            O belo enredo chega ao fim com um ar carioca e inúmeras citações musicais. Eu duvido que haja alguém que não conheça metade dessas referências. São musicas que ainda se fazem presente nos dias atuais, o que mostra o quão vivo está o movimento. Identificamos uma brincadeira com uma famosa frase que virou “meme” nacional. Chacrinha, Carmem, Tim... A Sinopse chega ao fim em grande estilo, com uma idéia não menos que genial:

JACK VASCONCELOS
Em Rio de Janeiro, ano 460 da deglutição do Bispo Sardinha.

            O que há demais? Foi justamente assim que Oswald de Andrade assinou o seu manifesto: “Em Piratininga, Ano 374 da Deglutição do Bispo Sardinha”. Jack termina da forma que começa. Com o Manifesto mais importante que norteia o seu enredo. Brilhante.

PS: Em um enredo como esse, sinto uma falta enorme de uma homenagem a Fernando Pinto. Esse enredo é a essência de Fernando.

Mocidade Unida da Glória 2017 - Saiba tudo sobre o desfile que acontece sábado!

O JIO teve acesso ao material de imprensa da Mocidade Unida da Gloria (MUG) para o Carnaval 2017. Nele consta um pouco do que será apresentado no carnaval desse ano, além da Ficha Técnica completa e um resumo do enredo.

Material enviado e autorizado  por Patrick Rocha.
Logo de Enredo 2017

Sobre o que é o enredo deste ano?



A MUG dá as Cartas!
Vamos desfilar um enredo bem irreverente contando histórias sobre cartas. "A MUG dá as Cartas!" vai passear em narrativas sobre cartas históricas, cartas místicas, cartas emotivas, emails e toda emoção que podemos transportar em nossas mensagens.
As cartas podem ser resoluções, tratados, acordos, relatos de amor, cartas de tarô, e, sobretudo uma carta de amor ao carnaval capixaba.




Qual será o o ponto forte da Escola?


Apostamos em vários pontos estratégicos. Repetimos as parcerias campeãs contratando Cid Carvalho como carnavalesco, na parceria do samba feito mais uma vez por Dudu Nobre e Diego Nicolau. Esses e nomes como Monika Queiroz, Thiago Brito, Fernanda Figueredo, Mestre Júnior,  são as apostas da MUG para garantir notas máximas em 2017. Esse conjunto competente de profissionais, aliado a comunidade muguiana é o ponto forte da MUG.  




O que a Escola pretende trazer para impressionar o público?


O Carnavalesco Cid Carvalho aposta em carros altos, carros altos com muita cor e muitos efeitos de luz e movimentos que impressionarão os expectadores e os foliões do desfile, além de muitas fantasias luxuosas e criativas.




Que tipo de surpresa o público pode esperar?


Nosso abre-alas é sempre uma grande surpresa, terá muitos efeitos de luz e muito "ouro". Mas os carros do Papai Noel no setor das cartas afetivas e o carro das tecnologias também prometem mais de 1 Quilômetro de fitas de LED serão usadas no último carro. 




Alguma celebridade desfilará pela Escola?


Vamos com nosso time de musas está completo: Fernanda Figueredo, Rainha de Bateria e Musa do Salgueiro, Geovana Garcia Musa da MUG abrindo a escola, Delani Rissi empresária e destaque de chão. Teremos também a presença do Diego Nicolau, compositor campeão carioca, desfilando conosco.




Serão quantos carros? Como eles serão? O que cada um deles retrata?


Serão 5 carros. No primeiro e segundo carros uma alusão alegórica as cartas históricas: abre alas carta de Pero Vaz de Caminha e Cartas de Alforria. No terceiro carro uma alusão as cartas divinatórias, tarôs, baralhos e muita mística presente nesse carro. No quarto carro o Papai Noel vai se apresentar dando vida às cartas emotivas. No quinto e último vamos retratar as tecnologia, as facilidades e os perigos.

Quantas alas?

18 alas

Quantos integrantes?

1.800 integrantes




Qual é a ficha técnica da Escola? (presidente, diretor, carnavalesco, coreógrafo, compositor, rainha de bateria e outros..)


Presidente: Carlos Roberto dos Santos Ribeiro (Robertinho) 
Carnavalesco: Cid Carvalho
Diretor de Carnaval: Jurandyr Machado
Diretor de Harmonia: Slin Ribeiro
Coreografa da Comissão de Frente: Monika Queiróz
Intérprete: Thiago Brito
Mestre de Bateria: Mestre Júnior Caprichosos
Rainha: Fernanda Figueredo
Compositores do Samba: Dudu Nobre e Diego Nicolau

JUSTIFICATIVA DO ENREDO 

Desfilar em uma escola de samba é como uma redenção após um ano inteiro “no fio da navalha”. E quando se ganha o carnaval, a sensação é maior ainda, como se tivéssemos conseguido dar aquela grande cartada final, audaciosa e com talento, diante de um jogo difícil, com fortes competidores. Nos dois últimos carnavais, quiseram os deuses do carnaval que a Mocidade Unida da Glória fosse o Ás de Copas na folia. Com nossos trunfos na manga espalhados por todos os quesitos e o nosso passado de ouro repleto de bambas que amam a agremiação, trabalhamos de olho em um futuro de glórias. E quem vai decifrar a magia? Há dois anos seguidos levamos conosco a carta da vitória.

Mas queremos ir além com nossas cartas, sem tirar o olhar dos últimos trabalhos. Do imaginário infantil cantado bravamente em 2015, por exemplo, que tal trazer o brilho no olhar ao escrever as cartinhas para o Papai Noel? Ou então as folhas em branco que se tornaram declarações de amor para as paixões de escola? Já do último carnaval, em que a boemia desfilou vencedora e orgulhosa pelo sambódromo, também havia cartas em jogo e sorte lançada. O que estes dois exemplos, dentro da própria história da escola, nos mostram? Que as cartas estão intimamente ligadas aos momentos mais importantes da nossa vida. Elas revelam detalhes do que está longe dos olhos, documentam decisões, oficializam que meu coração bate acelerado ao te ver, divertem jogadores, libertam povos, desembaralham todo o seu destino sobre a mesa.

Tantas funções, tantas histórias entrelaçadas a cada linha escrita e tantos públicos diferentes influenciados por elas fazem das cartas um enredo vasto, lúdico e desafiador. Com direito às lembranças mais inocentes das cartas infantis e até os alertas sobre os “presentes de grego” que as cartas eletrônicas acabam nos enviando, coisa que antes não acontecia. Por fim, esperamos que gostem das nossas cartas, de todos os tipos, que a partir de agora desfilarão pela avenida. Elas, tenham certeza, foram preparadas com muita dedicação e seladas com muito amor, à MUG e ao Carnaval Capixaba.

Com carinho,

Mocidade Unida da Glória


SAMBA ENREDO 2017 



COMPOSITORES: DUDU NOBRE E DIEGO NICOLAU

INTÉRPRETE: THIAGO BRITO

VIAJA LEMBRANÇA
É HORA DE RECORDAR
UM NOBRE MENSAGEIRO DA ESPERANÇA
MISSÃO DE SONHOS APROXIMAR
MEU LEÃO, ESCREVE AS LINHAS DA MEMÓRIA
PRA CONTAR QUE NOS RASCUNHOS DA HISTÓRIA
CAMINHA DESCREVEU O QUE ELE VIU
UM NOVO ELDORADO, MEU BRASIL
QUE “FIRMA” O SONHO DA TAL LIBERDADE
E REAFIRMA A IDENTIDADE

MISTÉRIOS NO AR, SIMBOLOGIA
QUEM VAI DECIFRAR A MAGIA
PASSADO DE OURO, FUTURO DE “GLÓRIA”
A TUA CARTA É A CARTA DA VITÓRIA

LEMBRO NOS MEUS TEMPOS DE MENINO
TANTOS PEDIDOS A PAPAI NOEL
MANDEI MENSAGENS DE AMOR
UM CORAÇÃO DESENHEI BEM NO CANTINHO DO PAPEL
MAS O TEMPO CORREU
O MUNDO AVANÇOU E O SONHO ESQUECEU
QUEM SERÁ QUE ESTÁ DO OUTRO LADO?
CUIDADO! PRESTE ATENÇÃO
E PRA MANTER ACESO O SENTIMENTO
ENVIO ESSA CARTA EM FORMA DE CANÇÃO

É VOCÊ MOCIDADE, MEU AMOR!
SELEI NOSSAS VIDAS COM UM BEIJO MEU
SE O TEMPO ESCREVEU, NÃO VAI APAGAR
DÁ AS CARTAS PRA EMOCIONAR